Promessas

O mundo anda complicado

O pensamento parece ofuscar

As palavras que aprendi

Em outro lugar

Em outra época

 

As correntes que me prendem

Às antigas promessas

Ainda me castigam

Como um deserto frio e escuro

Como uma poeira errante

 

Caminho com um objetivo preciso

Minhas mãos cansam o papel

Os símbolos que ali estão

Carregam meus sonhos

 

Uma luz entre as pedras desta caverna

Na imensidão desta escuridão

Carrego minha vela

E uma promessa de dias melhores

 

Olho para os espinhos sem rosas

Para os corações quebrados

Para as cartas queimadas

E para toda essa dor

Que infesta os anjos e os homens

 

Veja como o mundo é complicado

Como as correntes nos puxam

Rompem nossa lealdade

Com os nossos sonhos

Somos todos filhos perdidos

Soltos no espaço prestes a sucumbir

 

Eu vejo seu rosto

Com um manto d’água

E seus olhos castanhos

Seu sorriso simples e profundo

 

As promessas

Pintadas em sonhos

Esquecidos no tempo

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