A pequena morte

Aqui vejo em mil prantos as águas que caem do rosto fúnebre que em vil consciência desgastou sua vida efêmera. Ali passará os fantasmas de doenças incuráveis da mente humana. Se desfaz pouco a pouco sua grandiosidade na maestria de um eu contente, mas que olhares turvos externos não reconheceram a luz que iluminara. E de castigos lamentáveis a carne se rompe como os pensamentos em vida iluminados, como todos somos.  Um buraco na alma se faz, e o presente momento em uma corda a vida se rescinde no salto para o além de uma existência pequena e banhada em dor. O sofrimento é menor do que parece, as cicatrizes que racharam o alicerce eram fundas e o levaram bem antes de seu último salto. Que as estrelas perdoem a nova e pequena luz que iluminará caminhos de entes queridos. A incompreensão de uma vida fútil e inútil que se desfazia ano após ano e ninguém percebia, agora olham indignados como em pensamentos anteriores ter salvado a luz fosca, que com um pano limparia e brilharia eternamente, agora és luz fosca no firmamento. Diga antes que a vida se esvaneça, que matar a si mesmo é matar a mim e a todos que juntos caminhamos, se não matar mais ninguém, tanto faz viver ou morrer, a dor será eterna e a confusão de mentes também.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s